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terça-feira, 15 de abril de 2014
REALLY ???
Essa foi minha reação ao ver esse viral no Facebook outro dia...
Minha incredulidade superou em muito qualquer sentimento de revolta quando li esse post que coloca no mesmo patamar Valesca Bigbutt e David Bowie... não digo como seres humanos, por que os dois são iguais, mas como artistas...
Really ??? Really ??? Really ???
Meu primeiro instinto era descascar o autor de tal absurdo... explicando que o funk na verdade não é funk, tá mais pra hiphop com batida latina da pior qualidade... que o funk de verdade deriva do rhythm & blues americano e tem como nomes mais conhecidos James Brown, Kool and the Gang, Earth Wind & Fire e ressaltar que o "funk" carioca em nada se parece com o real funk...
Também falar o desnecessário de que o camaleão musical David Bowie foi tão genial que criou uma identidade totalmente fictícia no alienígena Ziggy Stardust apenas por que sua criatividade o impulsionou, mudando e marcando para sempre o cenário estético da música com seu estilo glam e a mensagem de que a terra acabaria por falta de recursos, algo impensável nos anos 70... ele falava de sexo nas letras por que o personagem egocentrista e caricato era também um dos símbolos do lema sexo, drogas e rock and roll...
Podia também apelar para a simples distinção de escolas musicais, enquanto a Valesca Giantass com sua voz esganiçada e terrivelmente desafinada (isso após ser tratada em estúdio com pro tools !) provavelmente não saberia o que fazer ao sentar em um piano ou com um violão em mãos, já Bowie é um compositor brilhante, multi-instrumentista e a voz expressiva é uma de suas marcas registradas...
Deixando de lado os personagens principais, eu poderia falar por exemplo da brincadeira feita com o preconceito dos anos passados e pra isso digo que vivíamos em uma sociedade mais fechada, complexa e tão hipócrita quanto a atual... na qual não havia a liberdade de expressão e opinião que desfrutamos hoje, e não falo só do Brasil-sil-sil não, falo ao redor do globo, a Gringoland por exemplo ainda desfrutava da luta por direitos civis iguais entre negros e brancos, consegue imaginar isso a menos de meio século atrás ?
Discursaria sobre o fato de que até mesmo músicos eruditos usaram da sexualidade humana, Mozart com seu Don Giovanni assim como muitos escritores do passado, demonstrando que esse comportamento é inerente a todos independente de credo, cor ou época umas vez que somos humanos...
E nem vou falar do autor que apelou para a famosa desculpa do pré-conceito contra o funk, posso dizer com todas as letras que o fato de eu não suportar ouvir isso (não tenho outra definição, honestamente o ruído da cadeira de dentista me parece mais afável) não é um pré-conceito e sim um pós-conceito, ou seja... ouvi, não gostei...
Mas o que mais surpreendeu foi como alguém conseguiu conceber uma ideia tão sem noção de comparar essa garota não só ao David Bowie, mas ao rock... eu gostaria de conseguir imaginar o que pra mim é inconcebível... assim... passei horas e horas buscando uma comparação tão esdrúxula quanto esse quadrinho e não consegui... sério... e olha que quem me conhece sabe que quando eu quero eu viajo longe, mas dessa vez não consegui... de verdade... de coração digo isso, foi impossível pra mim completar tal tarefa por mais criativo que eu seja... terminando dessa forma frustrado por não conseguir me igualar ao ousado autor de tão brilhante comparação...
Mas esse sentimento não perdurou por muito tempo... acabei encontrando conforto na letra do inigualável Neil Young...
Hey, hey, my, my, rock n' roll will never die... portanto me perdoem os fãs de "funk" carioca, pagodes comreciais, sertanejos universitários e afins... mas a verdade é que uma vez que a moda passa, vocês desaparecem assim como a turma do axé, da lambada, do molejão... como a palha que quando levada ao fogo faz alta a chama mas queima rápido e já não existe... já o rock... o bom e velho rock... bem... citando novamente Neil Young...
My, my, hey, hey, rock n' roll is here to stay...
Até a p-p-p-p-p-pppróxima p-p-p-p-p-pessoal
See you when i see you...
You stay classy planet earth...
Kirk out
sábado, 12 de abril de 2014
Genesis
Tudo tem um início na vida... nascimento... os trôpegos primeiros passos... as primeiras tentativas de falar... entender... eu na verdade não me lembro de nada dessa época... mas ao observar outros seres humanos em miniatura (e não falo de anões) podemos ser testemunhas de uma minúscula parte da história do universo...
É com esse mesmo intento que os convido a acompanhar em A Ancora, e peço paciência assim como você dispende com uma criança... no começo vamos gaguejar e falar coisas sem sentido... vamos tropeçar... cair e bater a cachola (opsydaysi!!! bumpsala!), mas vamos crescer virar crianças irriquietas e depois adolescentes passivo/agressivos ouvindo Nirvana (na minha época era isso hoje em dia não sei mais) com a calça rasgada no joelho e metade da cabeça raspada... depois vem a fase anticapitalismo e tals com camisetas do Che Guevara e Rage Against The Machine no som e Hasta La Victoria !!!
A experiencia que espero trazer é que você se sinta lendo um Frankestein de idéias...
E o que espero de vocês é que gostem, curtam, opinem, tragam suas idéias... enfim, participem...
Em breve nos veremos novamente...
E deixo vocês com o inspirador Pablo Neruda...
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