domingo, 31 de janeiro de 2016

DC VS MARVEL !!! Por que DC não para de levar pancada...

Muito bem ladies and gentlemen...



Vamos nerdear um pouco, tá muito esportivo esse blog, hoje vou comentar sobre a maior rivalidade dos quadrinhos, a guerra entre Marvel e DC.

Sim, esse pega já aconteceu em um especial nos anos 90... adivinha quem ganhou ??

Na verdade pra ser honesto eu não chamaria de guerra e sim de surra da Marvel sobre a DC.  Calma que não sou Marvete gente, pelo contrário, sou DCnauta, minha primeira revista em quadrinhos foi uma do Super-Homem (sim, por que na época que eu comecei a ler hq’s ainda traduziam os nomes dos personagens) em formatinho publicado pela Editora Abril que ganhei de meu primo Franklin (aka Frank the Tank) e desde então jamais parei de ler quadrinhos.

Hoje é tudo muito mais fácil, graças ao sucesso dos filmes da Marvel e também graças a série Big Bang Theory que permitiu que os nerds não fossem considerados tão freaks assim.

Aliás falando da Marvel, filmes e sucesso, toda essa onda geek (que pra mim é um nome cool pra nerd) começou pra mim com dois filmes – Matrix e X-Men.

Matrix foi um dos primeiros filmes que conseguiu transformar o nerd hacker em herói com uma explicação bastante plausível. Depois em 2000 Bryan Singer nos presenteou com o primeiro filme X-Men fazendo personagens de hq se “encaixarem” na vida real, usando o mundo em que vivemos como cenário de fundo.

A receita era básica, boa direção, bom roteiro, bons atores... o resultado pode parecer óbvio – bons filmes.

E com o sucesso dos filmes veio a popularização dos personagens e é claro isso se refletiu nos quadrinhos em uma fase que o editor da Marvel na época Joe Quesada soube aproveitar muito bem.

Aproveitando essa mesma onda a Sony, estúdio que detinha os direitos de cinema de inúmeros personagens da Marvel lançou em 2002 um dos maiores sucessos do cinema em se tratando de personagens de hq’s, Spiderman. Com uma bilheteria de quase 1 bilhão de dólares, o sucesso desse filme fez os olhos de todos os executivos de grandes estúdios saltarem. Claro que com novos espectadores vieram novos leitores e junto com isso veio o universo Ultimate da Marvel, uma jogada de craque de Joe Quesada.

Enquanto isso a DC tentava reagir com Do Inferno que apesar de interessante, não trazia um personagem do eixo central da editora. A DC só reagiu em 2005 com Batman Begins que trazia uma receita que seria a regra básica da Marvel Studios alcançar seu sucesso – bom diretor + bons atores + bom roteiro = sucesso.

Era um mercado totalmente inexplorado e os executivos de cinema começaram a estripa-lo com fúria.  E com isso nasceram aberrações como os filmes do Quarteto Fantástico, o Demolidor (urgh !!!), A Liga Extraordinária (pessoalmente não incluo o Hulk do Ang Lee por que honestamente eu curti assim como o primeiro Ghost Rider) e quase que tudo foi por água abaixo com Spiderman 3 e Peter Parker gótico.

A DC tentava emplacar outros filmes que não fossem do homem morcego, mas Superman Returns e Watchmen foram fracassos retumbantes nos cinemas, V de Vingança apesar de ser um filme excelente ficou perdido entre os paus homéricos da Marvel sobre a DC.

Pessoal da Marvel preocupados com Batfleck vs Superman
Até que a Marvel assumiu o comando de suas produções nomeando um executivo que entendia de hq’s – Kevin Feige – e isso mudou tudo !!! Com a receita em mãos, a Marvel Studios lançou de forma ousada o primeiro filme do Homem de Ferro em 2008 e o sucesso estrondoso de crítica e público foi o começo da Marvel como conhecemos hoje. A resposta da DC foi Batman 2 com atuações impecáveis e Oscar póstumo para Heath Ledger. O grande problema da DC é que parou por aí. E a Marvel não, lançou em seguida Incrível Hulk, que honestamente creio que foi o único erro deles até hoje. Depois veio a sequencia de Thor, Homem de Ferro 2 e Capitão América culminando com o espetacular filme dos Vingadores. O resto é história e o pau continua até hoje.

Pep talk entre Nolan e Snyder...


Nesse ano de 2016 a DC irá lançar Batman vs Superman, um filme que pra mim já nasce torto. Pra começar a receita não foi seguida. Zack Snyder não é um bom diretor. Nunca foi.  300 é regular, assim como todos os outros filmes dele. O Homem de Aço, filme que relançou com relativo sucesso o Superman ao mercado cinematográfico foi bom, nada mais que isso em minha opinião e pra ser sincero só não caiu pra regular por que havia o Christopher Nolan como produtor. Sem ele o destino ao manche dessa empreitada a tendencia é  as coisas não serem boas. 

Affleck vs Bale
Além disso existe a sombra do morcego de Christian Bale que imortalizou o personagem, Ben Affleck que nunca foi grande ator terá que ao menos se equiparar a Bale o que qualquer um sabe que é impossível e pelo que vi no trailer, Jesse Eisenberg deve roubar a cena como Lex Luthor, o que é o lógico uma vez que ao lado de Amy Adams e Lawrence Fishburn são os únicos com dotes artísticos no filme. Os prognósticos não são nada bons.

"Pijamão" ou armadura ? 

Quando o personagem mais legal é o Aquaman
o sinal de alerta tem que ser ligado

Voce pode falar – Mas tem a Mulher Maravilha !!! – cara, a atriz escolhida para o papel tem carisma zero como coadjuvante nos filmes Velozes e Furiosos que não primam por ser desafios de interpretação !!!, Imagina como protagonista de uma personagem icônica como a Mulher Maravilha. E o Esquadrão Suicida ? Também, o mesmo se aplica, o diretor é uma negação, você pega a filmografia de David Ayer os únicos filmes que eu paro pra assistir são Os Reis da Rua e só, mesmo o Corações em Fúria é bem fraco, soma-se a isso que um cara talentoso como Tom Hardy pula fora do filme, por mais que tenham falado que ele não conseguiu conciliar sua agenda, a verdade é que quando o filme é bom o cara se vira e consegue, depois disso, o substituto que encontraram pra ele, Jake Gyllenhall, outro cara talentosíssimo, nem aceita o convite, dizem que ele leu o roteiro e disse não. Um Coringa que também tem uma sombra enorme e oscarizada pairando sobre ele. E Will Smith como estrela principal, eu até gosto do Fresh Prince mas pra mim é um dos atores mais superestimados do cinema, aliás, assim como Ben Affleck. O mau presságio é gigante, apesar da empolgação inicial com os trailers.


O trailer e a idéia do Esquadrão Suicida apesar de "empolgante" lembra muito o de um herói da Marvel que também terá seu filme em 2016... consegue adivinhar qual ?? Começa com D e termina com pool...

Enquanto isso a Marvel bate recordes de bilheteria com heróis até mesmo de segundo escalão como os Guardiões do Universo e o Homem Formiga. Até mesmo personagens que são coadjuvantes recebem séries próprias como a Agente Carter e o Marvels Agents of Shield liderado pelo famoso agente Coulson. Isso sem falar no sucesso absolutos dos heróis da Netflix, Demolidor e Jessica Jones. O negócio tá tão bom que as segundas temporadas de ambos já está garantida e ainda irá sair Punho de Ferro, Luke Cage e recentemente já foi anunciada a série do Justiceiro. Tudo isso conectado com o Universo Cinematográfico, enquanto a DC tem Arrow e Flash que tem audiências boas, porém sem conexão com os filmes no cinema, que em pesquisa recente realizada por uma revista especializada deixa os fãs insatisfeitos.



E não é só isso !!! (estilo Polishop)

Se formos aos quadrinhos o pau continua firme e forte.

Mas esse é um assunto que irei deixar para o próximo post... sim a parte 2 vem aí, enquanto isso deixe seu comentário...



quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

O INFERNO DE DANTE DO FUTEBOL BRASILEIRO


O futebol se modernizou.

Esse é o novo lema, dito por 10 entre 10 comentaristas, empresários, dirigentes, jogadores e derivados a respeito de nosso futebol.

Estádios novos, cota milionária de TV, programas de sócio-torcedor, as palavras de ordem são planejamento, organização, manutenção, sustentabilidade, mas a verdade é que em 99% dos times é tudo parte de uma grande falácia.

A realidade é bem diferente da fantasia que a CBF e os clubes tenta em vão vender. A começar pelos campeonatos estaduais que hoje perderam completamente sua necessidade de existência, as federações estaduais sucateadas são utilizadas apenas como ferramenta política, e os clubes estão completamente falidos.

Dante e o infernal 7 x 1
O início dessa crise não é recente, na verdade tudo começou com a lei Pelé, que libertava os jogadores da "escravidão". Antes da lei Pelé, os atletas pertenciam aos clubes por intermédio do "passe", era o vínculo empregatício entre jogador e clube que só poderia ser encerrado por um dos lados - o clube. A lei Pelé que se baseou na europeia lei Bosman abria o precedente para que os atletas adquirissem a liberdade de escolher e de encerrar seus contratos, até aí tudo ótimo.

O grande problema é que nós vivemos no Brasil, e como a lei quando aprovada era repleta de falhas e buracos legais, advogados e empresários se aproveitaram da situação periclitante e fizeram a festa. O absurdo aconteceu, os salários inflacionaram exponencialmente e houveram casos de jogadores que trocavam de clube até 4 vezes no mesmo ano. Tudo em busca do melhor salário.

Com a competição entre empresários cada vez mais acirrada, os jogadores começaram cada vez mais cedo a deixarem seus clubes em busca de mais espaço para aparecer na "vitrine" do futebol.

Tá errado ?

Obviamente que não, todo profissional tem o direito de buscar o melhor para si. Porém, devido aos valores envolvidos e as complicadas negociações um limite/regra deveria ter sido imposto. Tentar imputar a culpa na lei Pelé é tapar o sol com a peneira uma vez que o buraco é muito mais embaixo.

Digo mais, os clubes não estavam preparados para isso. NENHUM clube. Sem EXCEÇÃO !!!

Os famosos clubes formadores que em sua grande maioria hoje tem as portas fechadas, a maioria dos jovens promissores sai das categorias de base direto para os times com mais visibilidade, e ainda alguns esses pools empresariais arrendam clubes menores e os utilizam de vitrine.

Não falo apenas dos clubes pequenos, pelo contrário, clubes com milhões de torcedores e com estádios e renda próprios, patrocínios milionários de camisa, mesmo assim também enfrentam dificuldade.

Como exemplo podemos citar o atual campeão brasileiro, o Corinthians.

Com dívida na casa dos R$ 200 milhões de reais, Vindo de 3 anos de uma administração irresponsável com o ex-presidente Mário Gobbi o time hoje paga muito caro pelos erros do passado recente, entre as mais famosos dos erros, a contratação de Alexandre Pato por 40 milhões de Dilmas, uma herança maldita para o presidente atual Roberto de Andrade.

Apesar de nos últimos anos a administração do clube ter apresentado sempre como diferencial uma tentativa honesta de planejamento, podemos ver com fatos recentes que passa muito longe disso.

Além da enorme dívida, um erro crasso provocou uma debandada na janela de transferências nesse início de ano. Ao colocar multas de rescisão irrisórias, o time viu 5 titulares deixarem o clube em menos de 15 dias e o fim não está próximo. Cássio, Renato Augusto, Jadson, Ralf e Vagner Love saíram a preço de banana, assim como a maioria dos jogadores de nosso futebol.

Para piorar a situação o time recebeu apenas migalhas nas negociações, já que a maioria desses jogadores pertencia a pools de empresário do meio futebolístico que investem e tem porcentagens dos atletas, em outras palavras, a lei Pelé passou a ser apenas uma adaptação do antigo passe.

Descendo mais um degrau, temos a mentalidade boleira e dos próprios empresários. Dos cinco citados apenas dois saíram para a Europa, porém apenas um, Vagner Love, foi negociado para um grande centro do futebol europeu - Monaco / Campeonato Frances - os demais foram negociados com clubes do futebol chines e Cassio foi para um time coadjuvante no futebol turco.

Convencidos por empresários em muitos casos inescrupulosos e com a eterna desculpa do "pézinho de meia" os jogadores tentam em vão se esconder da responsabilidade de suas escolhas.

Como exercício puramente matemático podemos pegar como exemplo os casos de Renato Augusto e Jádson. 

Renato e Jádson partem pra China em busca do "pézinho" de meia
Ambos recebiam como salários cerca de R$ 350 mil em média (sem contar bônus, luvas e patrocínios pessoais), os dois já haviam atuado no futebol europeu, Renato Augusto atuava pelo Bayer Leverkusen da Alemanha, sua média salarial era de 200 mil merkels por mês, Jadson que atuou pelo Shakhtar da Ucrânia recebia cerca de 150 mil euros mensais. Renato atuou por 4 temporadas no futebol alemão, isso significa que ele recebeu por lá cerca de 9 milhões de euros, trazendo os valores para a média de 3,00 reais por euro, ele acumulou em sua passagem na Europa cerca de 27 milhões de reais, soma-se a isso o rendimento médio no Corinthians por três temporadas que somam 12 milhões e chegamos a 39 milhões de reais.

Jadson, atuou pelo Shakhtar por 7 temporadas, com media salarial de 150 mil euros, ele recebeu por este período cerca de 12 milhões de euros que configuram pela nossa lógica 36 milhões de reais, somando a esse valor mais cerca de 12 milhões em sua recente passagem pelo Brasil entre São Paulo e Corinthians e chegamos ao montante aproximado de 48 milhões de dilmas.

Um belo "pézinho de meia" !

Você pode argumentar que meus cálculos não levam em conta os gastos e está certo, porém essa minha tentativa de racionalizar os "pés de meia" não se baseiam nos verdadeiros valores que creio que sejam maiores e as luvas e prêmios anuais e mensais também não foram incluídos.

Caso similar aconteceu no ano passado quando o Cruzeiro havia sido bicampeão e viu todos os seus jogadores abandonarem a barca.

O que isto significa de forma bem sucinta ?

Que o próprio jogador se desvaloriza em busca de algo que ele já tem, "iludido" pelos empresários da bola.

O resultado ?

7 X 1

A verdade é que a cadeia toda está contaminada, desde a federação até o produto final, o jogador e dá pra acrescentar em todo o processo a nossa mesquinha cultura de tentar se aproveitar de toda e qualquer situação e voilá.

Todos compartem da mesma culpa, e enquanto um passar a bola pro outro em busca de isenção, dificilmente a situação vai mudar.

Existe remédio ?

Sim, a verdadeira profissionalização com responsabilidade fiscal por parte de federações e clubes e a proibição de pools empresariais serem donos de jogadores, algo que é invenção exclusiva aqui da América do sul uma vez que a UEFA não permite nada parecido e o único caso similar a tal foi punido com a exclusão do time de todas as competições da qual participava – Twente/HOL.

É fazer sua parte como cidadão primeiro e torcer como amante do esporte bretão...